sábado, 30 de janeiro de 2010

Maithuna





O maithuna - ato sexual ritualizado, é o processo final, onde se é necessário uma preparação anterior muito séria e competente através do Yoga Tântrico ou outras práticas Tântricas - Tantra Sadhána.

O maithuna é considerado como o auspicio maior de todas as cerimônias tantricas, é a mais poderosa e secreta técnica mística de todos os tempos. Essa técnica também é conhecida como Shaktização pois os praticantes encarnam a consciência de Shakti a grande mãe ou se busca a união dos princípios masculinos e femininos - os opostos. É o Maha Mudrá (grande gesto) onde homem-Shiva e mulher-Shakti se tornam um (1).

Muitos no Ocidente consideram o Maithuna como simples magia sexual, onde se busca o aperfeiçoamento sexual e erótico entre as pessoas, não compreendem, ainda, a magia ritualística contida no mesmo. Como exemplo podemos definir que quem não observa o que está por de trás das imagens, vê até o batismo cristão, tão somente, como um banho de água na criança, o que é lamentável. Sabemos da inverdade disso, pois para melhorar a conduta sexual temos outros caminhos descritos em manuais orientais, sobre como fazer amor, conhecidas como Ananda ranga, Vatsyayana e o manual muçulmano de posições sexuais chamados de Kama Sutra. O que podemos afirmar com ênfase é que não se deve confundir esses manuais sexuais com o Maithuna.

Maithuna é uma técnica muito especial, que permite elevar nossa sensibilidade a tal potência que é impossível descreve-la. O tântrico observador da natureza íntima contida em tudo no universo, procura na união dos pólos opostos à unidade maior, sem se ocupar em confusões de abordagem ética e moral. O tântrico é um libertário. Busca a transcendência do eu através da força máxima do universo que está contida nos mistérios sexuais e esses mistérios estão contidos dentro e fora do homem. São os impulsos magnéticos, a atração magnética, o amor e a atração entre os opostos. São o animus e a anima em busca da perfeição.

Durante a prática (shadaná) o homem assume o papel de Shiva e a mulher de Shakti e ambos realizam o maha yantra (grande símbolo) que os une em Purusha (consciência cósmica). A prática eleva a grande mãe kundalini pelo canal Sushuma e ilumina a consciência tocando os centros superiores.
Osho em Beloved My Hearth


O sexo é a energia mais vital – a única energia, eu digo, que você tem. Não lute com ela; será uma perda de via e tempo – ao invés disso, transforme-a. O sexo desaparece somente quando você o aceita totalmente – não suprimido, mas transformado. Mas como fazê-lo, Como transformá-lo? Mas como podemos fazer?


Eu lhe darei um método simples...

Enquanto faz amor, três coisas devem ser lembradas. Uma é: antes de fazer amor, medite. Nunca faça amor meditar, do contrário o amor irá permanecer sexual. Antes de encontrar a mulher, você deve no seu estado de consciência porque, então, o encontro irá acontecer num plano mais alto. Durante pelo menos quarenta minutos, sente-se olhando para a parede com uma luz muito suave de forma que dê um estado de mistério.

Sentem-se silenciosamente e não movam o corpo; permaneçam como uma estátua. Então quando vocês fizerem amor, o corpo irá se mover, então dêem a ele o outro extremo de primeiro ficar imóvel de forma que o corpo adquira o momento para se mover profundamente. Então a urgência se torna tão vibrante que todo o corpo, cada fibra está pronta para o movimento. Somente então o orgasmo tântrico é possível. Vocês devem colocar uma música...música clássica funcionará; alguma coisa que dê um ritmo muito sutil ao corpo.

Torne a respiração tão lenta quanto possível por que, quando você faz amor, a respiração se torna rápida e profunda. Então, apenas continue diminuindo o ritmo, mas não force, do contrário, ele se torna rápido. Simplesmente sugira que ele diminua. Ambos meditam juntos e quando ambos se sentirem meditativos, este é o momento de amar. Então vocês sentirão tensão e a energia estará fluindo. Se vocês não estiverem se sentindo meditativos, não façam amor. Se a meditação não estiver acontecendo neste dia, esqueça tudo sobre o amor.

As pessoas infelizmente fazem o oposto. Quase sempre os casais lutam antes de fazerem amor. Eles se tornam raivosos, importunam um ao outro e trazem todos os tipos de conflitos – e então fazem amor. Eles caem muito baixo nos seus estados de consciência, então, é claro, o seu amor não pode ser muito satisfatório. Será frustrante e eles sentirão uma tensão.

A segunda coisa é: quando vocês estiverem fazendo amor, antes de começar venere o parceiro e deixe o parceiro lhe venerar. Então, depois da meditação, venere. Fiquem um de frente para o outro, nus, e venerem um ao outro, porque o tantra não pode ser entre o homem e a mulher. Ele somente pode acontecer entre um deus e uma deusa. É gestual, mas muito significativo. Toda a atitude tem de se tornar sublime de forma que você desapareça. Toque o pé um do outro, coloque guirlandas de flores.

O homem se transformará em Shiva e a mulher é transformada em Shakti. Agora a sua humanidade é irrelevante, a sua forma é irrelevante, o seu nome é irrelevante, você é apenas pura energia. O venerar traz esta energia para o foco. E não finja. O venerar tem de ser verdadeiro. Ele não pode ser apenas um ritual. Existe muito ritual no tantra, mas o tantra não é ritual...

Então, no terceiro passo, vocês fazem amor. Mas deixem que o seu fazer amor se torne mais uma acontecer do que um fazer. A expressão ocidental “fazer amor” é feia. Como você pode fazer amor? Não é uma coisa como fazer; não é uma ação. É um estado. Você pode estar nele, mas não pode fazê-lo. Você pode se mover nele mas não pode fazê-lo. Você pode ser amoroso, mas não pode manipulá-lo. Toda a mente ocidental tenta manipular tudo...

Quando você faz amor, fique possuído. Mova-se vagarosamente, toquem o corpo um do outro, brinquem com o corpo um do outro. O corpo é como um instrumento musical. Não fique com pressa. Deixe as coisas crescerem. Se vocês se movem vagarosamente, de repente, ambas as suas energias irão subir juntas, como se alguma coisa os tivesse possuído. Isto acontecerá instantânea e simultaneamente. Somente então o tantra é possível. Agora mova-se no amor...

Apenas sintam a energia descer e deixem esta energia ter o movimento. Algumas vezes, você começará a gritar: grite ! Algumas vezes, você começará a dizer coisas: diga ! Algumas vezes somente gemidos estarão saindo, ou alguns mudrás, gestos, permita-os. Será uma coisa enlouquecedora, mas tem que se permitir. E não fique com medo, porque é através do seu permitir que ela está acontecendo. No momento em que quiser parar, ela pára, então você nunca está além do controle.

E quando Deus faz amor, é quase selvagem. Não existem regras, regulamentos. Move-se apenas no impulso do momento. Nada é tabu, nada é inibido. Seja lá o que for que aconteça. Naquele momento é bonito e sagrado; seja lá o que for; eu digo; incondicionalmente...levará, e os levará aonde ele quiser. Vocês simplesmente estão disponíveis, prontos para se moverem com ele. Vocês não o direcionam. Vocês apenas se tornam veículos. Deixem as energias se encontrarem nos seus próprios caminhos. O homem deve ser deixado do lado de fora disso – apenas pura energia. Vocês não estarão fazendo amor apenas através dos órgãos genitais; vocês estarão fazendo amor através de todo o corpo...

Se vocês meditam antes e então veneram um ao outro, não existe perigo; tudo se moverá corretamente. Vocês atingirão um pico de orgasmo que jamais conheceram. Algumas vezes o atingirão: um orgasmo muito grande no qual todo o corpo vibra e pula. Pouco a pouco, vocês alcançaram um clímax; de novo vem para baixo. Isto limpará todo o seu ser, todo o sistema. Às vezes, não haverá ejaculação, mas existirá orgasmo.

Existem dois tipos de orgasmo: o orgasmo do pico e o orgasmo do vale. No orgasmo do pico, você terá uma ejaculação e ela também terá uma ejaculação de algumas energias sutis. No orgasmo do vale, vocês não terão nenhuma ejaculação. Será um orgasmo passivo...muito silencioso, muito sutil. A pulsação estará presente, mas quase imperceptível. No orgasmo do pico, vocês se sentirão muito, muito extasiados. No orgasmo do vale, vocês se sentirão muito, muito em paz. E ambos são necessários; ambos são aspectos do tantra. Todo pico tem o seu vale e todo vale tem o seu pico. Um pico não pode existir sem o vale ou vice-versa.

E quando isso acontecer ambos vocês atingirem um profundo orgasmo, não saia para fora dela. Depois do orgasmo, permaneça dento dela e descansem por alguns momentos. O descanso é muito, muito profundo. Depois de um orgasmo, um descanso é como um vale. Vocês alcançaram o próprio pico e agora têm de voltar ao vale. Ele é muito fresco e com sombras, e vocês descansam.


E realmente muita coisa acontece depois do orgasmo... o fundir-se, o derreter-se. Os corpos estão cansados, exaustos, exauridos. A mente está paralisada. É quase como um choque elétrico. Quando vocês saírem do seu estado de amor, novamente orem juntos; terminem com uma oração. A diferença é que, quando vocês meditam, você medita separadamente e ela medita separadamente, porque a meditação não pode ser feita juntos. A meditação é um esforço solitário. Não é um relacionamento. Então vocês podem estar meditando juntos mas ainda assim, vocês meditam, sozinhos; vocês está sozinho e ela está sozinha.

Então venerem um ao outro. Novamente isto é diferente. O outro se torna o objeto da veneração. Então vocês fazem amor e se perdem por completo. Você não é você mesmo, ela não é ela mesma. Ninguém sabe quem é quem. Tudo é perdido num redemoinho de energia. A polaridade de homem e mulher não é mais uma polaridade; os limites se fundem, se misturam. Às vezes, você se sentirá como uma mulher e ela se sentirá como um homem. Ás vezes, ela ficará por cima de vocês. Ás vezes, você se torna passivo e ela se torna ativa e os papéis mudam. É um grande drama de energias. Tudo é perdido, abandonado. Então vocês saem da experiência mais interior e oram juntos. Esta é a quarta coisa.


Apenas agradeçam a deus. E nunca reclamem. Seja lá o que acontecer, está certo. Não diga, “Isto não aconteceu. Isto deveria ter acontecido”. Quem somos nós:” Ele sabe melhor. Então apenas agradeça a ele, seja lá o que acontecer; agradeça a ele com profunda gratidão. Inclinem-se e coloquem as suas testas no chão e permaneçam assim por alguns momentos em profunda gratidão.

A meditação é solitária. Na veneração, o outro é importante, e na oração, ambos oram para deus. Então, estas três coisas têm que estar envolvidas. Elas irão criar a ecologia na qual o tantra acontece. E uma vez por semana será o suficiente.

Se você estiver se movendo no tantra, então nenhum outro amor deve ser permitido, do contrário ele dissipa a energia. Mas sempre que vocês quiserem fazer amor, tenham certeza de que têm tempo suficiente. Não deve ser com pressa. Não deve ser como trabalho. É um jogo, brincadeira, e estas energias são tão sutis que, se vocês estiverem com pressa, nada acontece. O tantra não é um fragmento. Você não pode praticá-lo a menos que crie a situação. Ele é como uma flor...



Então, estas três coisas são jogar a semente, cuidar da planta, regá-la e estar continuamente atento a ela, sendo cuidadoso, protetor. Então, um dia, de repente – a flor do tantra. Irá acontecer.

Orgasmo

Tantra, o prazer à milésima potência

Na cultura ocidental, o desfecho ideal de uma relação sexual é sempre o orgasmo, acompanhado de ejaculação, no caso do homem. Para o Tantra, porém, o orgasmo é a única coisa que não deve acontecer numa relação sexual. Ou melhor, deve ser adiado ao máximo. E isso não significa ter menos prazer. Para os praticantes do Tantra, conter o orgasmo significa experimentar um prazer indescritivelmente mais alto do que o ordinário, classificado pelos iniciados de hiperorgasmo. Mais do que isso, significa sustentar esse êxtase por tempo ilimitado.

As pessoas pensam que conseguiram o máximo do prazer ao atingir um orgasmo comum. Na verdade tiveram um mero espasmo nervoso acompanhado de pequeno prazer num curtíssimo lapso de tempo.

O autoconhecimento pelo prazer

E o melhor: não é só um prazer muito mais intenso que se consegue praticando o Tantra. O seu maior objectivo é desenvolver o autoconhecimento e a evolução interior a partir do prazer.O Tantra pode ser definido como a arte de conhecer a si mesmo através do outro. É algo como exacerbar o prazer físico a uma tal dimensão que ele extrapole os limites físicos e transborde na forma de um orgasmo espiritual ou estado de graça.

Além disso, com a prática das técnicas tântricas, vários outros “efeitos colaterais” são atingidos: a saúde melhora, a expectativa de vida aumenta, a pessoa tem mais energia para o trabalho, para os desportos, mais criatividade, a libido aumenta e a potência sexual também.

Todos os homens tem ejaculação precoce

Qualquer pessoa pode atingir o hiperorgasmo ensinado pelo Tantra. Basta ter a sensibilidade para assimilar os seus segredos e entender o sexo como uma arte. Pode ser difícil para a nossa sociedade patriarcal, onde o homem habitualmente comanda a relação e tudo caminha em direcção a um rápido orgasmo.

No Tantra, a mulher é considerada uma divindade, e geralmente ela é quem comanda a relação, ficando por cima. E a relação sexual costuma durar em média três horas, mas meia hora já é um bom começo. Todo o homem que não é tântrico tem ejaculação precoce, já que a média de duração das relações é de meros 15 minutos.

Orgasmo é desperdício de energia

E para o Tantra Branco, (existem várias escolas), o ideal é adiar sempre o orgasmo. Desta maneira, numa fase boa, um casal pode ter até dois ou três contactos sexuais num mesmo dia, cada um com uma ou duas horas de duração. No Tantra Branco, ter um orgasmo significa desperdiçar a energia sexual.

A veneração da mulher está na origem do Tantra, que nasceu na civilização drávida. Este povo matriarcal viveu há 5 mil anos na região do nordeste da actual Índia. Por não serem guerreiros e não dependerem da força do macho para se preservar, os drávidas davam maior valor à mulher do que ao homem. Ela era considerada uma divindade, pois era capaz de um milagre que o homem não conseguia: dar a vida a outros seres humanos.

Nos últimos 3.500 anos, o Tantra foi incorporado pelo hinduísmo, uma cultura patriarcal. Para que sobrevivessem, os seus ensinamentos foram guardados como escrituras secretas, sendo transmitidos apenas aos iniciados. Hoje, eles voltam ao conhecimento público e se popularizam cada vez mais entre os ocidentais.

A mulher ficar por cima é sinal de evolução

Para o Tantra, a evolução da espécie humana se divide em três fases, conforme a posição da mulher durante o coito. Na fase troglodita, o macho cobre a fêmea por trás (como a maioria dos outros animais); na fase patriarcal, os dois ficam frente a frente, com o homem por cima (meio evoluído); já na fase tântrica, os dois ficam frente a frente, mas com a mulher por cima (evolução plena).

Com a mulher por cima, além de ela poder ser venerada pelo homem, há outras vantagens. O tamanho do pénis não é importante, pois nessa posição ele facilmente alcançará o ponto Delta ou D, no fundo da vagina, que confere à mulher muito mais prazer que a estimulação do ponto G, segundo os praticantes de Tantra. Além disso, é possível haver penetração até mesmo sem erecção, desde que a mulher mantenha-se com o tronco erecto, como se cavalgasse o parceiro.

A posição da mulher por cima facilita ainda a execução do principal “truque” do Tantra, a contenção do orgasmo. Isso porque ela quebra o condicionamento do macho de cobrir para fecundar. O inconsciente do homem entende que o objectivo ali não é ejacular. Isso ajuda a prolongar o contacto e assim, possibilita que ambos cheguem ao hiperorgasmo.

Hiperorgasmo tem explicação biológica

A explicação do estado de vitalidade plena que se alcança com a contenção do orgasmo é biológica. Na lei da natureza, quando um indíviduo se reproduz, já cumpriu sua obrigação perante a espécie. Por isso, pode ser descartado. Assim, o seu corpo passa a um processo mais acelerado de decadência em direcção à morte.

Quando ele pratica o Tantra, porém, secretando hormonas sexuais em abundância e depois retendo o orgasmo, é como se estivesse permanentemente disponível para a reprodução. Como a natureza preserva um reprodutor, por ser muito útil à espécie, ele será protegido contra doenças, envelhecimento e até acidentes, pois terá mais reflexos.


O Corpo aprende sozinho

Mas como conseguir conter o orgasmo? não é difícil nem desagradável. Depois da primeira hora de contacto sexual, o corpo aprende a conter o orgasmo praticamente sozinho. Apartir de então, uma onda de prazer indescritível toma conta de todo o seu ser. O corpo todo se torna um pólo de prazer, como se fosse uma extensão dos órgãos sexuais, que alcançasse até mesmo o psiquismo.


Sem preconceitos morais

Para os praticantes de Tantra, não há conceitos morais de certo ou errado. Por isso, ele é considerado uma filosofia anti-repressora. O amor não está necessariamente envolvido.
Nada impede, porém, que o Tantra seja executado com a pessoa amada. Se existe relacionamento afectivo, o Tantra o potencializa muito. É claro que o carinho vai aumentar quando se proporciona um prazer tão intenso ao outro.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Yoni em revista 2

Nesta matéria vemos vários conceitos tântricos, vale a pena ler.



*Matéria muito interessante.
*Ananda Prem é coordenador do espaço Tantralight.

Para visualizar toda a matéria acesse http://www.tantralight.com.br/sexto_sentido.html

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Yoni é uma palavra do Sânscrito (योिन) que significa "passagem divina", "lugar de nascimento", "fonte de vida", "templo sagrado" e ainda o órgão sexual feminino.



É considerado igualmente um símbolo de Shakti e de outras deusas de natureza similar.

No Kama Sutra, é o termo usado para designar a vulva (ou a vagina), que recebe o Lingam (pênis).

Shákti significa o poder de um deus, na religião e mitologia indianos. Significa também sua esposa. Assim, Párvati é a shákti de Shiva, Lákshmi a de Vishnu e Sarasvati a de Brahma.

O sistema indiano de divindades se refere à Shakti como a manifestação da energia. Shakti, a deusa mãe, também conhecida como ambaa (mãe), ou devi (deusa). É considerada a personificação da energia cósmica em sua forma dinâmica. Shakti é a mãe de Skanda e Ganesha. Acredita-se que Shakti seja a força e a energia nas quais o universo é criado, preservado, destruído e recriado (pela trindade do Hinduísmo: Brahma, Vishnu e Shiva).

Acreditar em Shakti como o aspecto feminino de uma divindade é comum na malha religiosa da Índia.

Práticas tântricas envolvendo gestos, cantos e yantras são executados em adoração a Shakti.

Yoni, em Sânscrito significa “templo sagrado”, referindo-se à vagina. Adotamos essa denominação não no intuito de espiritualizar o termo, mas sim de reavivar o conceito de sagrado no que se refere à sexualidade. Hoje em dia, muitos de nós perdemos o contato verdadeiro com os nossos corpos e de nossos parceiros. Palavras como vergonhoso, pecaminoso, proibido foram instituídas em nosso vocabulário para falar do corpo ou do sexo. O tantra busca nos reaproximar de nós mesmos, fazendo-nos enchergar e aceitar a beleza da sexualidade aflorada em nós.



A energia feminina é muito poderosa e delicada ao mesmo tempo, porém muitas mulheres perderam o contato com a profundidade da sua feminilidade. Tamanha repressão sexual, abusos, idéias prontas a respeito da sexualidade e do prazer, provocam em muitas mulheres grandes tensões, traumas e perda de sensibilidade na região genital. Problemas como vaginismo, vaginites, frigidez, anorgasmias e disfunções da excitação, são alguns dos exemplos de possibilidades de tratamentos com a Yoni Massagem.

A Yoni massagem não se trata de masturbação, mas de toques suaves, extremamente curativos e prazerosos. Proporciona à mulher um espaço de prazer, respeito, carinho e relaxamento. Nesta massagem é possível explorar diversas sensações que a Yoni pode proporcionar. Sensações estas, muitas vezes nunca experimentadas, pois a visão ocidental explora minimamente o universo da energia sexual.


O objectivo primordial da Massagem de Yoni é a (re)descoberta do prazer feminino puro e simples, elevado aos limites da sua sensualidade.
Toda a massagem é feita com tempo, de uma forma suave, delicada e direcionada para dar o prazer total à Mulher, ajudando a relaxar, a usufruir das sensações de prazer, ganhar uma auto-estima e quiçá destruir bloqueios ou traumas sexuais, sendo que a receptora estará em pleno controle das suas escolhas e opções.